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ATÉ AO FIM DO MUNDO
  

( convoco, para a Musa minha, o Arcano do Sol )

Beladona, que estás no Céu brilhando,
Ó Musa, a mais amada de Citera,
Ó deusa que apar’ceste em Primavera
E ora afagas no Outono, magoando…

O que sou, o que posso e o que mando,
O que rezo, o que sonho e o que espera,
Tudo é teu, tudo é vosso, ó minha Fera,
Ó minha Mater Dona imaginando.

Meu letreiro tu és… e já não sei
Outra causa, nas cousas que medito.
Noite e dia, Raquel do «Agnus Dei»,

Caroável, as brasas e o fito…
Amor, se em cor e carne eu te abracei,
Amor, tu és a Morte e és o Mito.

Nota do Autor: no segundo verso do último terceto, a palavra «cor» é sinónimo de «coração», e deve, portanto, ser lida como «cór».

MISERANDO ATQUE ELIGENDO


PAULO JORGE BRITO E ABREU